Ponderações Cotidianas


Olhando essa foto tirada há algumas semanas atrás eu sinto uma mistura de sentimentos…

Sabe… eu nunca tive a ambição de ter uma “carreira”. Trabalhar fora nunca encheu meus olhos. 

Só de pensar em gastar tempo e energias em busca de “realização profissional” eu já sinto náuseas. 

Antigamente eu pensava que eu estava errada em sentir essa “indiferença”, mas, um tempo depois eu descobri o motivo por detrás dela: Deus me criou para ser uma dona de casa. 

É claro que, a depender das circunstâncias, eu posso precisar ter um emprego (por isso, inclusive, estou na faculdade) e, certamente farei meu papel com contentamento. 

Mas, no âmago do meu coração habita a imensurável vontade de varrer o chão, lavar a louça, tirar o pó (apesar de eu ser alérgica rsrs), limpar e perfumar a casa… e glorificar a Deus desempenhando esse papel tão lindo que Ele designou a nós, mulheres. 

Essa casinha da foto… eu olho pra ela e sinto paz. Imagino uma vida comum, simples, no meio da magnífica natureza criada pelo meu Senhor e eu… acordando cedo todos os dias pra deixar a casa (e o meu coração) prontos para quando meu marido chegar, no final da tarde, trazendo o nosso sustento. 

Encontrarei minha satisfação na satisfação do meu amado; regozijarei-me ao vê-lo feliz por ter uma auxiliadora que empenha esforços para tornar sua vida mais prazerosa e tranquila, fazendo-o esquecer dos problemas e stress do trabalho, e cumprindo suas funções com excelência e sem murmurar. Lutando continuamente para mortificar o meu orgulho e o meu ego, coisas que poderiam tornar-me uma esposa rixosa.

Almejo ser a mulher de Provérbios 31, dia após dia dando murros na minha velha natureza que, com certeza, tentará atrapalhar a minha missão. 

Oh Senhor! Peço que conceda os desejos do meu coração, mas se não for da Tua vontade, encontro-me disposta a seguir o caminho que lhe apraz, servindo-te com todo o meu ser, vivendo da forma que Tu quiseres. Solteira ou Casada, que minha vida glorifique a Ti. 💕🌷

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CULTURA DE ADORAÇÃO A RELACIONAMENTOS NÃO-DURÁVEIS E SEM PROPÓSITO 

Moças e rapazes não precisam (e não devem) viver em busca de um par romântico como se a solteirice fosse um fardo que eles precisam se livrar… mas é exatamente isso que a cultura tenta nos enfiar goela a baixo, e, com tristeza eu digo: nós temos engolido essa mentira voluntariamente
Com nossos próprios pés temos caminhado em direção à dependência emocional, satisfação sexual fora de tempo, defraudação, fornicação, e tantos outros pecados que nascem no contexto do relacionamento amoroso que não está alinhado com as Escrituras. 

A ansiedade e o desejo precoce de “ter alguém para amar” tem feito milhares de pessoas se enredarem no pecado sob o pretexto da paixão… e não é preciso muito (nenhum) esforço para constatar essa realidade. 

Moças e rapazes se relacionam uns com os outros demasiadamente cedo, despidos de quaisquer critérios, limites e princípios. 

A falta de compromisso, a troca compulsiva de parceiro e a intimidade física são os carros-chefes dos namoros modernos. 

Agir por impulso, movido pelos sentimentos, ouvindo o coração, é a bandeira levantada pelos apaixonados. A fornicação, pasmem, ganhou até uma definição técnico-jurídica: “união estável”. Aonde vamos parar?! Quase todos aqueles que conhecemos, eu diria, orgulham-se da sua “bagagem relacional”… ter tido 4 ou 5 namorados, eles dizem, “faz parte da vida”. Envolver-se emocionalmente com pessoas diversas é estranhamente motivo de soberba, brincadeira, diversão, fofoca com as amigas, mas nunca, jamais, é motivo de vergonha, choro, dor e arrependimento. 

O propósito de Deus para homens e mulheres foi, definitivamente, esquecido, até por aqueles que vão todo domingo à igreja. 

Mas, devemos nos lembrar que através da nossa vida amorosa é possível constatar a nossa conversão (ou a falta dela). Vigiemos, portanto, para que não rejeitemos convenientemente os critérios de pureza e santidade estabelecidos por Deus; pois, nós podemos até escolher ignorá-los, mas Ele não ignorará a nossa hipocrisia Naquele Grande Dia.

Andressa Pécora – 12/08/2017

Desvirtualizando o Aprendizado

Precisamos “desvirtualizar” nossas vidas… e é pra ontem.Há algum tempo algo vem pesando no meu coração e incomodando a minha consciência… e depois de muita resistência e relutância, decidi abrir minhas mãos e aceitar que Deus retirasse de mim o bichinho de estimação que com muito amor eu criei: a dependência virtual. 

No século em que nos encontramos, somos rodeados de muita tecnologia e modernidades no geral (o que, em si, não é mau). Porém, em algum momento da história, nós perdemos o fio da meada. 

A necessidade de marcar presença no mundo virtual, por exemplo, têm sugado as nossas energias: precisamos mostrar aos nossos seguidores que estamos bem, felizes e que tudo está dando certo conosco. Estranhamente não conseguimos mais viver a vida no anonimato, sem expô-la para centenas de desconhecidos nas nossas redes sociais. 

A consequência é essa: realizamos nossas atividades não mais com um espírito sincero e espontâneo, mas de forma premeditada para serem postadas online. 

No âmbito teológico, o que nos motiva não é um desejo genuíno por aprendizado, mas um desejo intencional por visibilidade e reconhecimento. 

Nossas leituras não desembocam em aplicação na vida prática, mas restringem-se a postagens em blogs na internet. 

Nossos livros, ao final, não servem ao propósito que possuem: mudam nossa percepção, mas não afetam nosso modo de viver. De que adianta, então?

Logamos diariamente no Instagram e no Facebook para passarmos o olho em informações rápidas, porque (convenientemente) temos preguiça de consumir alimentos sólidos… pois eles tomam nosso tempo e exigem muito do nosso intelecto. 

Nossa espiritualidade é construída na areia. Nadamos nas águas rasas da “teologia-virtual-que-nos-toma-apenas-5-minutos”.

Temos acesso a vastos e ricos conteúdos… mas nos recusamos a sermos afetados por eles.

Caminhamos a passos largos para o inferno, junto com nossos livros de teologia e nosso conhecimento acumulado mas não aplicado… só exibido.

Estou farta, cansada, enojada dessa vida cristã fajuta e fingida. 

Viver o cristianismo anonimamente, fora do alcance da estima dos homens… é isso que almejo e preciso; é o que minha alma grita agora.

Andressa Pécora 09/07/2017

Mansidão e Paciência 

Hoje eu gostaria de compartilhar com vocês que algo vem sendo tratado em mim de forma constante e intensa.Refiro-me à mansidão, à paciência, ao amor ao próximo. Acredito que todas nós somos perturbadas pela falta destas qualidades em nossas vidas práticas. 

Na teoria tudo se encaixa, e nos enchemos da certeza de que iremos conseguir agir como devemos… até que pisamos o pé na rua e surgem as situações e pessoas que despertam a nossa pior versão, o nosso lado mais obscuro. 

Como ser mansa? Como responder em amor? Somos acometidas, então, por um choque de realidade: sozinhas não conseguiremos. 

E é exatamente isso que precisamos ter em mente antes de qualquer coisa: pela força do nosso braço não é possível vencer a nossa natureza pecaminosa. Não tente fazer isso por si mesma, apenas para sentir a gostosa (e falsa) sensação da autossuficiência. Você vai falhar!

Busque forças nAquele que pode te capacitar a agir de forma pura e irrepreensível, e remeta-se a Ele no decorrer do seu dia a dia. 

  • Quando for tentada a retribuir grosseria com grosseria: pense nEle. 
  • Quando for tentada a transformar um desentendimento simples em uma briga comprada: pense nEle. 
  • Quando for tentada a descontar seus problemas pessoais naqueles ao seu redor: pense nEle.
  • Quando for tentada a ter má vontade para fazer algo para alguém que não seja você mesma, realizando as tarefas relapsa e impacientemente: pense nEle.
  • Quando for tentada a reclamar e fechar a cara sempre que as coisas não saem como você quer, ou quando alguém não faz o que você pede: pense nEle. 

Lute contra o seu maldito orgulho e repita a si mesma: “eu não sou o centro do universo”.

Bom, o que quero transmitir é o seguinte: as circunstâncias apenas revelam quem você é verdadeiramente. Situações de stress colocam em evidência o seu coração, o seu eu. 

A culpa não é do outro que provocou, a culpa é sua que não soube responder adequadamente. Entende o que quero dizer?! Assuma a responsabilidade e empenhe-se em agir diferente. 

Lembre-se que todo ato seu é praticado na presença dAquele que irá nos julgar… e assim você (e eu) podemos (finalmente) ser mulheres mansas, pacíficas e amorosas com aqueles que são o oposto conosco.

Andressa Pécora – 05/07/2017

Às Minhas Amigas Solteiras 

Hoje eu quero falar com vocês, minhas queridas amigas solteiras. Muitas vezes, devido às exigências do mundo (e de pessoas próximas e amadas por nós), deixamo-nos levar pelo falso (e nocivo) discurso de que precisamos de um namorado para nos sentirmos completas, felizes e realizadas. Alguns chegam a dizer que apenas quando encontramos um par romântico é que as coisas realmente “deram certo” pra nós. É como se a vida só começasse “pra valer” no casamento. Somos bombardeadas com filmes de romances, músicas seculares, propagandas na TV e amigas nos sugerindo o tempo inteiro que não podemos ser mulheres satisfeitas, contentes e SOLTEIRAS. Isso, solteiras (essa palavra te incomoda?).

Gradual e silenciosamente isso vai nos deixando angustiadas e pesarosas, até que cedemos a essa “atmosfera de deificação do amor romântico”. E adivinhem? O resultado é desastroso: nos vemos gastando tempo e energias, comprometidas e subjugadas a “caçar o nosso amor”. Começamos a enxergar todos os nossos amigos e irmãos como namorados em potencial, e, de certo, deixamos de nutrir amizades saudáveis, sinceras e duradouras com os rapazes para vivenciarmos um ciclo infindo de “expectativa amorosa” e “quase-compromissos”. Acabamos frustradas e machucadas (e poderia ser diferente?).

Transformamos nossa aprazível peregrinação em um penoso e interminável labirinto: o único objetivo é encontrar a “outra metade da laranja”.

Minhas queridas amigas, não permitam que nada e nem ninguém sufoque as revigorantes palavras das Escrituras: a Graça de Cristo nos basta (2 Cor 12.9).

A sua solteirice é um presente, não um fardo. Use-a para obedecer e servir a Deus da forma peculiar e especial que é inerente a esta fase da sua vida. Desprendida das preocupações específicas de um relacionamento e das paixões que não raro embaraçam sua visão, você é livre pra se dedicar exclusivamente Àquele que te salvou. 

Não desperdice sua vida procurando pelo que você não tem e não precisa agora (Ct 8.4; Ec 3.1). Não presuma o seu futuro; viva o agora, com prazer e alegria. Dessa forma, no lugar de maximizar e potencializar suas carências emocionais passageiras, você estará priorizando e glorificando o Único que importa.

Andressa Pécora – 29/06/2017

A Bela e a Fera

Não. Não vou assistir “A Bela e a Fera” e nem os outros sucessos de bilheteria subsequentes.Entristecermos-nos com a ausência de Deus nos filmes hollywoodianos, fecharmos os olhos nas partes ruins ou sairmos do filme bradando a nós mesmos que o que vimos é errado e pecaminoso… não passa de paliativos inúteis que usamos para mascarar nosso apego e afeição pelo mundo.

Se eu odeio o pecado, não pagarei para assisti-lo na tela no cinema; tão simples como andar pra frente. 

Se eu amo o Deus que eu sirvo, não me reunirei com minhas amigas para assistir o produtor do filme zombar da minha fé ao rechaçar a seriedade do pecado após o ator principal o ter encenado com uma música de fundo estrategicamente pensada para fazê-lo parecer normal e aceitável.

Enganamo-nos quando nos escandalizamos com o escrachado e baixamos a guarda com o sutil.

O pecado transmitido com sutileza cauteriza mentes e cala consciências com a mesma sutileza. Deveríamos temer os prejuízos a longo prazo que o “desapercebido” nos causa, ao invés de presumirmos tolamente que somos sabidos o suficiente para não sermos atingidos pelo mal. 

Não. Não há justificativas para que eu caminhe com meus próprios pés até um local aonde os pecados pelos quais Cristo morreu estarão sendo transmitidos como “meros detalhes”. Não é positivo que as pessoas “nem sequer notem” que houve uma cena gay ou um adultério. Isso só nos mostra uma triste realidade: nós não somos sensíveis ao pecado; não percebemos sua monstruosidade, não o reconhecemos e o odiamos com a rapidez e prontidão que deveríamos. E os filmes seculares (em sua maioria) só fazem estimular que as coisas continuem da forma como estão.

Tendo enfoque ou ficando em segundo plano, o pecado não deixa de ter potencial destrutivo. 

Não nos conformemos com este mundo, meus queridos irmãos (Rm 12.2).

Judas traiu Jesus por 30 moedas; vamos nós traí-lo por entretenimento?

Andressa Pécora – 23/03/2017

Atividades Cotidianas

Hoje eu consigo enxergar a beleza que há em lavar a louça, arrumar a casa, cozinhar, passar a roupa…

São coisas tão cotidianas e com as quais estamos tão familiarizados (é uma realidade presente desde sempre dentro de nossas casas), que o encanto se perdeu. Não conseguimos mais notar a importância dos afazeres domésticos, e sequer pensamos neles como atos que, se realizados com contentamento, honram a Deus. A história de Rebeca (Gênesis 24:12-27) é inspiradora. Ela ia todos os dias encher jarros de água para levar pra sua família. Era um trabalho secular e “sem graça”, porém, Rebeca não deixava de fazê-lo sequer 1 dia, e fazia com alegria (vemos isso em Gênesis 24:17-20, através da sua compaixão e vontade de servir. O servo de Abraão não a encontrou mal humorada ou desgostosa). O fato dela não se rebelar contra a sua atividade cotidiana a colocou na ocasião onde Deus a abençoou fazendo-a esposa de Isaque. Pensar nessa história nos faz ver as coisas de uma forma diferente.

Andressa Pécora – 17/08/2016

Pseudo Reformados

Ser reformado virou moda. Não se trata mais de uma confissão de fé, mas de uma confissão do eu. O calvinismo há muito deixou de ser uma doutrina cristã e passou a ser uma espécie de “acessório pessoal” que se veste quando se quer impressionar alguém. Comprar livros teológicos, que antes era um exercício de adquirir conhecimento, agora não passa de um trampolim para a arrogância e a auto exibição. Os que tais coisas praticam, na sua totalidade, são os que sequer passaram por conversão, mas precipitam-se na presunção de que conhecimento sobre rocha por si só tem poder de salvação enquanto ainda se constrói a casa na areia. Que possamos rever nossas vidas. Se apresentar ao mundo como cristão é tão fácil quanto andar pra frente… mas, será que temos vivido essas verdades que saem da nossa boca? Nossas “ações corretas” são acompanhadas por intenções corretas? E nossas intenções corretas? Resultam em ações corretas? Ou só servem como justificativa para permanecermos no erro? Há muito o que ser analisado, mudado, renunciado… Digo isso primeiramente a mim mesma.
Andressa Pécora – 04/10/2016

Paixões Irracionais

Quando somos acometidos pela paixão, tendemos a aposentar nossa razão e fazer de nosso coração o nosso cérebro. Por consequência, passamos a racionalizar pecados que, quando praticados dentro de um cenário romântico, nos parecem demasiadamente justificáveis.

“Mas eu o amo!”. “Mas nós estamos apaixonados!”… alegamos cegamente, como se o amor fosse um salvo conduto de nossos erros e caprichos. De forma insensata, nós escolhemos “esquecer conveniente e propositadamente” que devemos fidelidade à Deus em todos os aspectos de nossas vidas, e “baixamos a guarda” no que concerne aos nossos princípios. Tudo que até então tínhamos certeza ser pecaminoso, agora dizemos não ser “tão sério assim”. Por estas e outras inúmeras razões é que, quando nos achamos envolvidos em um quase relacionamento com alguém, devemos pôr nossos joelhos no chão e orar. Só Deus é capaz de tirar as escamas de nossos olhos e nos fazer enxergar a realidade através de lentes limpas de toda a fantasia criada pela nossa imaginação e nos libertar da superficialidade de um sentimento egoísta que entende a felicidade individual como um fim em si mesmo e que, como resultado, se preocupa unicamente em suprir as próprias carências emocionais (o que, comumente nos lança em relacionamentos recreativos de curto prazo, sem propósito e anti bíblicos). Com nossas próprias mãos construímos nossa vida sentimental na areia movediça… e nos afundamos nela. Que Deus nos ajude.
Andressa Pécora – 13/11/2016